terça-feira, 22 de dezembro de 2009

TP 6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II - OFICINA 11





Antes do início de nossa oficina planejada assistimos a apresentação do Projeto da cursista Verônica Amorim que apresentou o Projeto com tema: LITERATURA E ETNIA O QUE TEM EM COMUM?

Depois das discussões acerca dos temas trabalhados nas unidades 21 e 22 do TP6 "As estratégias relacionadas ao planejamento e à revisão durante a escrita." Iniciamos as discussões sobre as atividades desenvolvidas pelos cursistas, os avançando na prática. Em seguida teríamos que produzir uma crônica, na verdade, dar continuidade ao texto abaixo, desenvolver seu fechamento como proposta desta oficina.



O ESPÍRITO CARNAVALESCO
Moacyr Scliar

Cansado, ele dormia a sono alto, quando foi bruscamente despertado pela esposa, que o sacudia violentamente.

– Que aconteceu? – resmungou ele, ainda de olhos fechados.
– Não posso dormir – queixou-se ela.
– Não pode dormir? E por quê?
– Por causa do barulho – ela, irritada: – Será possível que você não ouça?

Ele prestou atenção: de fato, havia barulho. O barulho de uma escola de samba ensaiando para o carnaval: pandeiros, tamborins... Não escutara antes por causa do sono pesado. O que não era o caso da mulher. Ela exigia providências.

– Mas o que quer você que eu faça? – perguntou ele, agora também irritado.
– Quero que você vá lá e mande pararem com esse barulho.


Cada grupo de acordo com a orientação da oficina criaria seu contexto para realizar esta atividade e ao mesmo tempo em que iam desenvolvendo o texto um outro integrante do grupo seria o relator do processo, anotando todos os passos adotados pelo grupo, todo o direcionamento do planejamento. Ao final cada grupo apresentaria seu planejamento e fechamento do texto aos demais e foi assim que fizemos.
Os cursistas elegeram esta atividade como interessante porque mesmo com cada grupo escolhendo o seu direcionamento, ainda assim, 02 d0s grupos apresentaram a versão final do texto num contexto muito próximo ao da crônica original.

FECHAMENTO DA CRÔNICA ORIGINAL

– De jeito nenhum – disse ele. – Não sou fiscal, não sou polícia. Eu não vou lá.

Virou-se para o lado com o propósito de conciliar de novo o sono. O que a mulher não permitiria: logo estava a sacudi-lo de novo. Ele acendeu a luz, sentou na cama:

– Escute, mulher. É carnaval, esta gente sempre ensaia no carnaval, e não vão parar o ensaio porque você não consegue dormir. É melhor você colocar tampões nos ouvidos e esquecer esta história.

Ela começou a chorar.






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