terça-feira, 29 de dezembro de 2009
E QUE VENHA 2010
“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente”.
Carlos Drummond de Andrade
FELIZ ANO NOVO

Já dizia Drummond
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Receita de ano novo (Carlos Drummond de Andrade)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
EXTRA, EXTRA!!!

FOTOS DA NOSSA CONFRATERNIZAÇÃO


NOSSA VISITA AO INSTITUTO RICARDO BRENNAND - PÓS TP1 QUE EXPLANA UM POUCO SOBRE ARTE

Nossa visita ao Instituto Ricardo Brennand e Nossa Confraternização.
PROJETOS 2 (continuação)
Projeto: Projeto de Leitura: literatura de cordel
Projeto: Clássico da literatura brasileira em foco Dom Casmurro, Machado de Assis
Projeto: Leitura e escrita X família
Projeto: Literatura e etnia
Cursistas:Edízia Rodrigues & Dulcinéa Luna
Projeto: Construção da oralidade no cotidiano escolar
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
AUTOAVALIAÇÃO
Trabalhar com o Gestar foi, pra mim, literalmente, uma experiência ímpar, ímpar e dúbia também, já que ao mesmo tempo em que fui cursista fui formadora. Um desafio a ser enfrentado, foram novas aprendizagens, trocas, angústias, compatilhamento, tudo isso muito intensamente acontecendo no decorrer fervoroso desse período de formação do GESTAR.
Me sinto "enriquecida," com tantos projetos, tantas trocas, me sinto um baluarte em constante construção.
O GESTAR também rendeu muitos frutos...
Frutos, muito especiais, a medida em que iam amadurecendo traziam essa renovação causadora daquele sentimento que nos impulsiona a prosseguir e buscar cada dia mais e mais, descobrir novos horizontes. Cada descoberta de um aluno nos fazia descobrir algo também, cada cursista angustiado, ou entusiasmado com o novo trabalho que ao mesmo tempo em que nos enchia dúvidas, nos tornava cada vez mais sedentos por frutificar a partir da experiência. Frutificar sim, pois o material elaborado para o trabalho com o Gestar junto com as ideias e os ideais inovadores nos proporcionava isto, teoria aliada à prática, o que foi singular também em se tratando de Gestar. Tive oportunidade de participar de algumas formações continuadas para professores, mas nenhuma foi tão relevante quanto a do Gestar nesse quesito TEORIA X PRÁTICA.
Um sinônomo para o sentimento despertado em mim ao final do Gestar é REALIZAÇÃO, realização por ter chegado até aqui, e ter segurança para prossegir a partir daqui. É uma sensação de estar caminhando na direção certa, sempre em frente buscando mais e com a certeza de que nunca estaremos estagnados nesse caminho, pois sempre haverá o que buscar.
FELIZ NATAL !!!

"É momento de identificar, em nós mesmos, todos os nossos sons, para que o concerto que devemos compor produza a mais perfeita harmonia em todo o universo. Este é o nosso supremo momento – de RENASCER. Diante da Manjedoura, ajoelhados, de mãos postas, agradeçamos a Deus pela vida e façamos um único pedido: Que esse amor inunde os nossos corações e de toda a nossa família."
APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DOS PROJETOS SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃO
Projeto: O uso das histórias em quadrinhos no ensino de língua Portuguesa
Projeto: Cidadania e grafitagem
Projeto: Leitura e escrita com fábulas
Projeto: Vida e obra dos escritores (e músicos) de língua portuguesa
TP1 OFICINA 2 - UNIDADES 3 E 4
Além das etapas tradicionais de cada oficina hoje a proposta sugerida é criarmos a partir da fábula de tradição judaica "A língua" um plano de atividade de leitura e relacioná-lo com o assunto de nossa unidade que é a INTERTEXTUALIDADE, e nesse plano deverá conter também uma produção de texto. O texto de referência é este que segue abaixo.
Um senhor de muitas posses e pouca sabedoria, chamou seu servo mais velho, homem de poucas posses e muita sabedoria, e ordenou-lhe que fosse ao açougue e lhe trouxesse o melhor bocado de carne que encontrasse. O servo foi, e voltou trazendo uma língua, com a qual foi preparado um fino jantar.
Alguns dias depois, o senhor ordenou a seu servo que fosse novamente a açougue e lhe trouxesse o bocado de carne mais ordinário que encontrasse, para alimentar os cães. O servo foi, e voltou trazendo uma língua. O senhor, que era um homem de muitas posses e pouca sabedoria, enfureceu-se:
- Mas, então, para qualquer recomendação que dou me trazes sempre uma língua?
O servo, que era um homem de poucas posses e muita sabedoria, respondeu:
- A língua, meu senhor, é o melhor pedaço quando usada com bondade e sabedoria, e de todos o pior, quando usada com arrogância e maledicência.
Fábula da Tradição Judaica
Esta atividade foi recebida com bastante aceitação pelos cursistas, o próprio texto por seu caráter reflexivo e até um pouco humorístico também facitou o desenvolvimento da atividade. A parte mais expressiva dessa atividade foi no momento em que os grupos fizeram suas inferências, surgiu uma infinidade de textos que nem dá pra relacionar todos, só para citar alguns autores: Camões, Caetano Veloso, Renato Russo, o texto bíblico de 1ª Coríntios 13 e também o livro de Tiago 3 (no trecho em que fala sobre os pecados da língua e o deverderefreá-la).
UMA SUGESTÃO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA
1
Exploração do título do texto
2
Inferências a partir do título
A língua como sinônimo de bondade;
A língua como fonte de maldade.
3
Identificação do discurso e dos personagens do texto
Homens de muitas posses e pouca sabedoria;
Homem de poucas posses e muita sabedoria.
4
Produção Escrita
Releitura da fáula.
TP 1 OFICINA 1
Este TP1 traz como tema linguagem e escrita, nestas duas primeira unidades discute temas relacionados às variantes linguísticas. O texto apresentado para esta oficina é a crônica "A outra senhora" de Drummond, texto no qual ele se faz passar por uma garotinha, que apresenta dificuldades na escrita, um texto bastante coerente com o nosso tema: variação linguística.
Fizemos a leitura coletiva do texto e em seguida as discussões que giraram em torno da linguagem do texto, dialeto/registro, níveis da linguagem, intencionalidade discursiva, texto literário. Os cusistas debateram, divergências surgiram, mas tudo no âmbito da discussão das teorias linguísticas e em torno das experiências pedagógicas vivenciadas por cada um.
Uma experiência bastante enriquecedora, foi assim que avaliamos esta oficina, pois por vezes achamos que já saturamos, extraimos tudo daquele tema e quando percemos, novidades vão surgindo para mostrar que estamos num processo constante de construção.
TP 6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II - OFICINA 11
Depois das discussões acerca dos temas trabalhados nas unidades 21 e 22 do TP6 "As estratégias relacionadas ao planejamento e à revisão durante a escrita." Iniciamos as discussões sobre as atividades desenvolvidas pelos cursistas, os avançando na prática. Em seguida teríamos que produzir uma crônica, na verdade, dar continuidade ao texto abaixo, desenvolver seu fechamento como proposta desta oficina.
O ESPÍRITO CARNAVALESCO
Moacyr Scliar
Cansado, ele dormia a sono alto, quando foi bruscamente despertado pela esposa, que o sacudia violentamente.
– Que aconteceu? – resmungou ele, ainda de olhos fechados.
– Não posso dormir – queixou-se ela.
– Não pode dormir? E por quê?
– Por causa do barulho – ela, irritada: – Será possível que você não ouça?
Ele prestou atenção: de fato, havia barulho. O barulho de uma escola de samba ensaiando para o carnaval: pandeiros, tamborins... Não escutara antes por causa do sono pesado. O que não era o caso da mulher. Ela exigia providências.
– Mas o que quer você que eu faça? – perguntou ele, agora também irritado.
– Quero que você vá lá e mande pararem com esse barulho.
Cada grupo de acordo com a orientação da oficina criaria seu contexto para realizar esta atividade e ao mesmo tempo em que iam desenvolvendo o texto um outro integrante do grupo seria o relator do processo, anotando todos os passos adotados pelo grupo, todo o direcionamento do planejamento. Ao final cada grupo apresentaria seu planejamento e fechamento do texto aos demais e foi assim que fizemos.
Os cursistas elegeram esta atividade como interessante porque mesmo com cada grupo escolhendo o seu direcionamento, ainda assim, 02 d0s grupos apresentaram a versão final do texto num contexto muito próximo ao da crônica original.
FECHAMENTO DA CRÔNICA ORIGINAL
– De jeito nenhum – disse ele. – Não sou fiscal, não sou polícia. Eu não vou lá.
Virou-se para o lado com o propósito de conciliar de novo o sono. O que a mulher não permitiria: logo estava a sacudi-lo de novo. Ele acendeu a luz, sentou na cama:
– Escute, mulher. É carnaval, esta gente sempre ensaia no carnaval, e não vão parar o ensaio porque você não consegue dormir. É melhor você colocar tampões nos ouvidos e esquecer esta história.
Ela começou a chorar.
TP5 OFICINA 10 - Unidades 19 e 20
Grupos formados, os cursistas então puseram a "mão na massa" e produziram feitos nesta Oficina e deram show de criatividade.
A proposta foi: 'provocar a atenção e o interesse dos "compradores" por meio de uma palavra negativa. Vimos o que foi construído nas imagens acima, os cursisas relataram que achariam difícil produzir esta atividade não fosse a orientação trazida na TP, o exemplo.
CROS OVER
OPERADORA EI
ACADEMIA GESTAR II
REVISTA SAÚDE
TP 5 OFICINA 9

Nesta Oficina discutimos primeiramente questões abordadas nas unidades 17 e 18 do TP5 que explanaram temas como ESTILÍSTICA e COERÊNCIA TEXTUAL respectivamente. Dos cursistas ouvimos relatos sobre as atividades do avançando na prática trabalhadas por eles em suas unidades escolares.
O professor cursista Marcelo Anízio relatou sua experiência trabalhando com charge e fotografia de jornal, material de cunho social e político. Depois de trabalhar a compreensão do material o professor sugeriu que os alunos produzissem a partir de uma charge não verbal uma narrativa ou descrição, ele relatou ainda que o que chamou sua atenção foi que a maior parte dos textos traziam como tema, a crise relacionada à imagem do Presidente Lula e à "marolinha".
A proposta desta ofina é o debate sobre as questões da coerências textual e os aspectos linguísticos e sócio-comunicativos que respondem pela continuidade de sentidos num texto e as experiências prévias dos leitores. Como proposta de atividade para a oficina atual, esta TP trouxe, além dos aspectos já citados, a relação existente entre os sentidos do texto e a linguagem verbal e não verbal, para que tudo isso fosse formalizado como produção textual. A partir desta orientação cada grupo de cursista construiu a produção escrita e depois de socializar com todo o grupo disponibilizou este material para somar com as produções dos grupos vizinhos criando assim um grande painel de contribuições pedagógicas.
OFICINA 8 - Unidade 16
A professora cursista Ana Maria Pereira relatou sua experência trabalhando com textos jornalísticos (recortes), selecionou charges que tinham como temas: denúncia social, pessoas públicas. Direcionou o trabalho e pediu para que os alunos extraíssem daqueles textos as informações principais e secundárias. Com essa experiência ela fez com que os alunos descobrissem que "aquilo" é um texto, trabalharam ainda a estrutura de um jornal, que é dividido em cadernos entre outras coisas. Ela avaliou a experiência como satisfatória e bastante relevante.
A professora Edjane Silveira já estava trabalhando o gênero fábula com seus alunos e aproveitou a orientação do TP3 para complementar sua atividade, pediu que os alunos trouxessem textos do gênero fábula de casa para trabalhar na aula. Ela percebeu a diferença já na questão participação na aula, pois todos os alunos queriam contar (ler) para a turma o seu texto, leram, discutiram a moral e fizeram a compreensão. Depois dessa socialização ela escolheu 2 textos para trabalharem releitura, então um grupo recontou uma das fábulas através de imagens com o auxílio de caixas de papelão que eles mesmos montram, outro grupo fez a transposição do gênero recontando a história no formato história em quadrinhos.
Como o objetivo desta nossa oficina é desenvolver uma sequência de aulas utilizando os processos de produção textual, os cursistas divididos em grupos redigiram textos de propaganda de acordo à interpretação que fizeram das imagens de alguns profissionais expostas no TP4, depois desenvolveram as sequências didáticas para a aplicação das atividades com seus alunos, em seguida apresentaram seus planejamentos ao grupo maior.
Os cursistas receberam esta atividade com grande satisfação e avaliaram o processo, o momento de troca, como um procedimento necessário para o aprimoramento da nossa atividade diária.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
TP 4 OFICINA 8


Ainda tratando do processo de leitura e escrita, esta unidade vem trabalhando a importância da pergunta para chegarmos à estrutura do texto, vimos que perguntar é um recurso essencial na busca por conhecimentos e uma forma interessante de interação com o mundo. Um texto bastante relevante neste aspecto é "admirável mundo louco" de Ruth Rocha que a TP4 traz um trecho para análise.
A discussão continuou em torno das dificuldades que encontramos ao tentarmos fazer com que nossos alunos leiam. Por que tanta dificuldade? E o texto de referência apresentado por esta unidade é um trecho da obra "Oficina de leitura" intitulado 'Por que meu aluno não lê?' de Angela Kleiman.
Já a unidade 16 volta sua ótica para aprodução textual - crença, teorias e fazeres, direcionando o estudo para identificação das crenças e teorias que regem às práticas de ensino da escrita, enxergando à escrita como prática comunicativa e a contribuição da escrita com o desenvolvimento comunicativo.
TP4 OFICINA 7
A chamada à discussão foi feita a partir da leitura do texto de refrência e compreensão da questões propostas logo após socializamos a leitura do poema "Cidadezinha qualquer" de Drummond e aprciamos um vídeo sobre o poema.
Na sequência demos início a nossa oficina, na qual os grupos tiveram que formular perguntas, sequências didáticas, sobre o poema "Cidadezinha qualquer" para turmas de alunos do 6º ao 9º ano, cada grupo elegeu seu relator para realizar a socialização com os demais. A avaliação se deu a partir da atitude do grupo diante da condução do formador no tempo e espaço em que situaram a atividade.
TP 3 2ª Oficina Planejada (oficina 6)
O passo seguinte foi reaizado com os cursistas já organizados em grupos para realizar a análise do texto "O salário mínimo" de Jô Soares. Essa parte da oficina foi riquíssima, pois os cursistas desenvolveram argumentos para provarem ser o texto exercício de redação escolar e o contrário também, daí foram elencando vários outros textos como exemplo de cada lado da defesa, foi muito rico este momento de troca de experiências.
Finalizamos as atividades do dia com a socialização dos textos e sequências didáticas trazidas por eles (cursistas), que foram propostas do avançando na prática do TP3 juntamente com atividades do AAA3 já trabalhadas com seus alunos .